quinta-feira, agosto 21, 2014

Japão - Kamikochi – 8.º dia

O forte dos Alpes Japoneses é a paisagem e a natureza. O cenário é tudo. E chega para espalhar felicidade.



Kamikochi, a meia hora de Hirayu, fica no vale do rio Azusa, a 1500 metros de altitude, e daqui avistam-se bem perto montanhas cujos picos passam dos 3000 metros. Para se chegar aqui só de autocarro ou táxi, carro particular não entra nem se aproxima. Isto entre Abril e Novembro, porque no resto do ano não há nada para ninguém, tal deve ser o congelamento.



Daqui partem uma série de trilhos, incluindo escaladas às montanhas - que não fizemos. Optámos por umas belas caminhadas, sempre planas, fáceis, ideais para dedicarmos toda a nossa atenção à beleza que nos rodeia. E o que nos rodeia, já se sabe, são vales, montanhas e muita vegetação, mas também rios e lagos a cada passo. E vulcões. E pontes pitorescas, daquelas que mesmo aparentando firmeza balançam à nossa passagem. E uma fauna e flora que merecem também atenção. Aliás, o barulho intenso dos pássaros é impossível de ser ignorado. Mas não aborrece, antes torna a comunhão com a natureza mais perfeita ainda. No caminho podemos encontrar macacos - e constatar com pavor como eles são mesmo iguais a nós - e ursos. Felizmente destes últimos só tivemos notícia pelos avisos espalhados pelo parque de que haviam aparecido no dia anterior e como proceder caso avistássemos um deles. Não fazer barulho, não correr. O que vale é que existem árvores bem altas ali à mão para podermos subir e escondermo-nos. Não foi preciso.




Começámos por ter sorte com o tempo bom, terminámos com dificuldade em observar o postal na sua plenitude. Maldita chuva, inimiga do viajante. Mas o balanço foi entusiasmante. Este dia calhou a um domingo e pudemos comprovar a união que liga os japoneses à natureza. Não sei donde vieram, uma vez que não haverá muitas povoações ali mesmo perto, mas eles eram aos magotes, sozinhos ou acompanhados, em par ou em família, de tal forma que nos fartámos de gastar o nosso konichiha(wa) de tanto nos cruzarmos com os simpáticos japonocas caminhantes.


Kamikochi foi dada a conhecer pelo tal missionário ocidental que terá cunhado a expressão Alpes Japoneses. Mas Ryunosuke Akutagawa, o autor de Rashomon (que Kurosawa filmou), também contribuiu para a sua divulgação com a sua novela "Kappa", nome da ponte balançante que é actriz principal na paisagem de Kamikochi.

E já que falamos de escritores japoneses, de volta ao onsen de Hirayu lembrei-me de Kawabata e da sua obra "Terra de Neve". Não tinha nenhuma geisha, nem o desejava, para me acompanhar. Também não tinha a neve a marcar a paisagem. Mas, ainda assim, senti que vivia parte do que é ser japonês, estar em contacto com a natureza e emergir num ritual que não sendo só seu é aqui observado com todo o requinte que só os japoneses parecem ser capazes de lhe conferir.

Japão - Takayama – Hirayu Onsen - 7.º dia



Outra das atracções de Takayama são os seus animados mercados matutinos a que, efectivamente, vale a pena dedicar uma olhada. Assim o fizemos no começo da manhã. Aqui encontramos tudo o que nos pode garantir uma das muitas refeições especiais que teremos, com certeza, em qualquer canto do Japão.




Em seguida, ida para o Hida-no-sato, um museu ao ar livre que reúne diversas casas tradicionais da zona. O local onde estão instaladas é, como não podia deixar de ser, privilegiado, rodeado de montanhas (mais verde) e com um belo lago no centro. Aqui podemos apreciar vários exemplos da arquitectura do século passado e sentirmos como era a vida rural então. Os telhados típicos estão todos eles preparados para aguentar a forte neve. E dentro das casinhas, que podem ser de habitação ou quintas ou celeiros, testemunhamos como é uma casa de uma divisão imensa que graças às portas de correr sobre o tatami se vai transformando numa casa com as divisões que a cada momento vamos desejando ou precisando, como se tece ou acende o fogo. Estas casas são todas em madeira, reconstruções que foram trazidas para aqui.

De Takayama seguimos em jornada de autocarro de cerca de uma hora até Hirayu. O tempo transformou-se por completo e chovia inclementemente nessa tarde, incapaz, ainda assim, de impedir que apreciássemos toda a pujante beleza do caminho de montanha. Hirayu é um pequeno ponto no mapa, conhecido pelos seus onsen, banhos termais em bom português. Esta foi outra das nossas experiências de um Japão típico.


Os onsen pululam pelo Japão, ou não estivesse o país sempre com uma erupção aqui, um terramoto ali. Quente, quentinho. Há os na montanha, na praia, na cidade.

Aqui na vila / onsen de Hirayu a vida pode ser rapidamente resumida como ir ao banho e comer. Relaxar é o mote. Para o banho há todo um ritual e etiqueta a cumprir. Há que levar a toalha de corpo e uma toalhinha pequenina que ainda hoje não entendo para que serve, senão como adereço para limpar o suor quando se está no calor do banho. Antes de entrar temos de nos banhar intensamente. Sentamo-nos num banquinho e lavamo-nos. A nudez é obrigatória, daí que a maior parte dos onsen sejam separados entre homens e mulheres. O hotel em que ficámos, apesar de um bocado (completamente?) decadente no quarto que nos apresentou, tem zonas comuns fabulosas, nomeadamente os jardins e os onsen. Super bonitos, descansa o corpo, a alma e a vista.

 
Passemos então ao resumo da comida (melhor efectuado, como não podia deixar de ser, aqui e aqui). Outra das experiências que não se deve perder no Japão é viver uma refeição kaiseki. Viver em toda a sua plenitude, sim, porque é disso que se trata, não apenas de ingerirmos algo para nos manter vivos. A apresentação de uma refeição deste tipo obedece à lógica da japonesidade, acompanhada de todo um envolvimento estético e requinte, também visíveis em outras áreas da vida, nomeadamente a arte. Mas a comida é, aqui, uma arte singular e superior. Os pratos vão nos sendo servidos como se de uma obra de arte se tratasse, quer quanto à apresentação dos alimentos e ingredientes, quer quanto à loiça que nos é trazida, de uma beleza e elegância sem igual. Como poderemos voltar a encarar as refeições quando voltarmos para casa? Talvez visitas mais frequentes ao Tomo de Algés ajudem.

quarta-feira, agosto 20, 2014

Japão - Takayama – 6.º dia

Encontrámos tempo na nossa agenda de viagem apertada e ambiciosa para um lugar para os Alpes Japoneses, designação cunhada por um missionário ocidental que visitou a região no século XIX.



Uma boa ideia é fazer-se primeiro uma paragem numa das suas portas, Takayama, por exemplo. Esta é a região de Hida e o seu nome não mais sairá da minha cabeça e do meu paladar, só de lembrar do delicioso bife, este, o de Hida. E, ah, que paisagem confortante esta, a das montanhas. O verde é soberano, vegetação intensa, árvores enormes. A viagem de comboio desde Kyoto é, pois, deslumbrante à medida que entramos na região dos Alpes. O comboio chega a fazer o seu percurso por entre um vale junto a um rio, acompanhado, claro está, da referida vegetação.
 

Takayama tem um charme tradicional. Era uma cidade castelo na época dos Estados Guerreiros, século XVI. As lutas pelo poder fizeram com que o distrito de Hida ficasse sob o controlo dos Tokugawa e aí quase todos os samurais - fiéis ao seu senhor - abandonaram a cidade. A partir daí Takayama desenvolveu-se como uma cidade de civis.

Duas casas privadas abertas a visita do público testemunham hoje o poder destes civis já nos finais do século XIX, princípios do século XX, era Meiji, portanto.



Propriedade de mercadores que ganharam dinheiro como cambistas, a Kusakabe Mingei-kan foi reconstruída depois de atingida pelo fogo atendendo às características da arquitectura do período Edo. A casa da família Yoshijima, sua vizinha, é outro exemplo da arquitectura que ainda se pode observar em Takayama. Edifícios de dois andares em madeira cipreste, com chão coberto de tatami. Nesta última casa o design da época impera, enquanto que na outra encontramos aqui e ali objectos de cerâmica, mobiliário e outros acessórios antigos da região. O mais encantador quando se percorrem as divisões destas duas casas é vislumbrar aqui e ali, por entre as portas de correr de madeira e papel japonês, o verde do jardim a contrastar com o castanho da madeira.

De entre diversos pequenos museus em Takayama, visitámos o Shishi-Kaikan, um museu de Karakuri, um instrumento mecânico para introduzir movimento em diversas coisas, no caso marionetas. Em exibição constante há aqui um breve show, ao mesmo tempo que se mostram uma série de máscaras de leão. Bom para ocupar o tempo. 



Mas a melhor forma de o fazer é mesmo caminhar por Takayama, quer pelas suas ruas, quer à sua volta, deixando-nos envolver na floresta. Num percurso exterior encontramos uma série de santuários que parecem estar estrategicamente escondidos na montanha, sempre para nos lembrar a intima relação entre os japoneses e a natureza, intermediada pela religião nativa do shinto.




A zona central da cidade é caracterizada por três ruas que correm paralelas, onde estão instalados os edifícios típicos e pitorescos que nos farão lembrar de Takayama. Hoje estão ocupados por lojas e restaurantes, com muito comércio de sake. A uma primeira vista tínhamos achado Takayama uma espécie de cidade fantasma, por não se ver viva alma. O que acontece é que a turistada concentra-se toda nesta área, mostrando que afinal existe.


Nesta cidade tivemos a nossa primeira experiência de pernoitar num ryokan, os alojamentos tradicionais japoneses. Não jantámos, mas pelo pequeno-almoço bom para a vista e para o paladar tivemos um cheirinho do que será a experiência total de ficar numa destas hospedagens típicas. O chão do quarto é em tatami e a mobília é praticamente inexistente. Dormir no chão é, claro, parte obrigatória da experiência.

Japão - Nara – 5.º dia

 

A anunciada chuva chegou neste dia. E fez questão de ficar até ao fim. Uma chatice, esta, a de ter de passear à chuva. É desagradável e a paisagem não tem o mesmo encanto. Nara merecia outra cor, até porque os seus templos de madeira escura contrastam bem é com céu limpo. Seja como for, de pés encharcados o dia todo, lá caminhamos até termos visitado tudo o que nos havíamos proposto.

Nara fica a menos de uma hora de comboio rápido desde Kyoto e as suas maiores atracções podem ser visitadas num dia. Esta era a capital antes de Heian / Kyoto e, tal como esta, inspirou-se na capital chinesa de Chang'an. Planificação urbana no princípio do século VIII era coisa que provavelmente os europeus nem suspeitavam, mas os japoneses sabiam de quem copiar as ideias e adaptá-las de forma magistral, muitas vezes superando até o original. A capital foi transferida de Nara para Kyoto não só pelo antigo costume shintoista de se mudar o local da capital aquando da morte do imperador, mas também porque o budismo, em especial um determinado monge, vinha ganhando uma influência excessiva na corte. Contando o meio da história, há que dizer que mesmo no período Heian o budismo não cessou de florescer. O que é certo é que foi sobretudo no período Nara que quem tinha o poder mais fez para que o budismo, que havia sido introduzido no Japão há cerca de 150 anos, fosse religião da corte.

O que se vê hoje caminhando pela área junto ao Parque de Nara, são templos budistas, sim, mas também muitos santuários shintoistas. Comunhão perfeita. Destaque para um de cada família: o Todai-ji e o Kasuga Taisha.


Menção honrosa para o pitoresco pagode do Kokufu-ji e para os mais de mil gamos, que antigamente se diziam ser os mensageiros dos deuses, que abundam por todo o lado e são senhores da terra de tal forma que até fazem parar os carros à sua passagem.


 


O Todai-ji é um complexo de templos cuja maior atracção é o seu edifício principal, o Daibutsu-den (hall do Grande Buda). Este é o maior edifício de madeira do mundo e só de pensar que foi reconstruído em 1709 e ficou apenas 2/3 do que era originalmente consegue-se compreender a grandeza do sítio. A simetria entre o templo e os jardins que o acompanham é total. Antes esta simetria era ainda maior, com dois pagodes a ladearem-no. De qualquer forma, muita sorte temos nós de todas estas obras de arte terem chegado aos nossos dias.


Ainda parte do complexo de Todai-ji, o encanto do Nigatsu-do está na sua varanda e na vista que ela nos proporciona, com as montanhas como guardiãs da cidade. O mais curioso é que tantos são os templos, mas consegue-se sempre encontrar algo de diferente, surpreendente e encantador no que se visita em seguida.



No caso, em seguida não visitámos um templo, mas um santuário. O Kasuga Taisha é o mais importante em Nara. A relação entre o shinto e a natureza é íntima e o local onde este está instalado é mágico, entre a floresta. Pensando bem, acho que a chuva ajudou a dar ao ambiente por aqui um tom mais misterioso e envolvente. Para se chegar até este santuário percorremos um caminho ladeado por uma série de lanternas. E lá dentro há muitas mais para apreciar. O cenário da lanterna face ao papel japonês é simplesmente inesquecível.

De volta a Kyoto assistimos a uma manifestação de umas centenas de pessoas a favor da paz. No Japão discute-se hoje o abandono constitucional da referência à recusa à guerra. É um assunto delicado que gostava de abordar com algum tino. Mas conhecendo um pouco da história japonesa do século passado, e sobretudo as suas ambições expansionistas, imperialistas e messiânicas, parece-me que este é um tema delicado que deveria ser abordado pela comunidade internacional. Gostei de ver que parte dos kyotenses são sensíveis a este assunto.

Está visto que no século XXI tenho mais medo do Japão do que da China.

Deixando as comparações politicas de parte, certas são as influências chinesas sobre o Japão. E certo é também que a cópia soube fugir do pastiche e alcançar um resultado melhor ainda do que o original. Os templos aqui são belíssimos. Não digo que os do Japão sejam mais encantadores, como defende a mana. O que digo é que em Kyoto e em Nara, cidades que já visitámos até agora, pode-se caminhar e observar com calma, sem os magotes de gente que se via um pouco por toda a Pequim. E ter pelo menos a ilusão de alguma exclusividade do olhar e poder assimilar o que se vê no próprio local faz toda a diferença.

Veredicto: em Kyoto a concorrência turística não é páreo para nós.

As Casas de Banho Japonesas


Ok. Dá para ouvir música. Mas onde é que é mesmo a descarga?

Japão - Kyoto – 4.º dia

O dia amanheceu com um sol que deixou o céu limpinho. Tudo perfeito para visitar a maior atracção de Kyoto, o Kinkaku-ji, também conhecido por Pavilhão Dourado. Yukio Mishima fez questão de lhe dedicar um livro de mesmo nome, no qual um tresloucado monge acaba por deitar fogo a toda aquela beleza. Conta a verdade do que aconteceu em 1950, em que o edifício principal do templo foi consumido pelo fogo e ficou totalmente destruído. O que vemos hoje é, por isso, uma reconstrução, mas não desilude em nada.

Veredicto: o lugar que não se pode perder de ver, pelo menos uma vez na nossa vida.


Coberto em ouro, o edifício principal do templo é perfeito e ao mesmo tempo imponente às margens do idílico lago. Um verdadeiro postal, a que não falta sequer um precioso reflexo no lago. Originalmente construído como uma vila em 1397 para o Ashikaga do momento, após a sua morte foi convertido em templo budista. Hoje temos a felicidade de percorrer o seu espaço e agradecer o gosto especial e tocante de tanto militar zen.




Aqui perto fica o Ryoan-ji, um templo ideal para se confrontar os vários tipos de jardim. Aquele a que estamos mais habituadas, árvores verdejantes à volta de um lago de nenúfares, e aquele que esperamos encontrar na ideia que temos do Japão, o jardim japonês zen. Este último tem aqui o maior exemplo de Kyoto, o jardim de rochas. É um jardim sob a forma de um rectângulo de 25 por 10 metros, sem árvores, apenas com 15 rochas dispostas sobre um manto de gravilha. O que significa este jardim? Depois de contemplação e meditação lá chegaremos. Está tudo nos princípios do budismo zen de harmonia e simplicidade.



A uma curta viagem de autocarro fica o Nijo-jo, o castelo construído em 1603 como residência oficial em Kyoto de Tokugawa Ieyasu, o primeiro shogun do último shogunato. A sua arquitectura demonstra o poder que este detinha. Não esquecer que o centro do poder político nessa época era Edo (moderna Tóquio), mas Ieyasu fazia questão de marcar presença também na capital imperial. E que presença. Este é um belo exemplo da arquitectura de castelos deste período e da cultura Momoyama, a dos três homens que procederam à unificação do Japão no final do século XVI e princípio do século XVII (Nobunaga, Hideyochi e Ieyasu). Aqui encontramos o Palácio Minomaru, elegante para servir guerreiros, onde se vêem diversas pinturas muito bonitas nas suas várias divisões de tatami. O chão de madeira range à nossa passagem, como se fosse um bando de passarinhos a cantar. O enorme jardim não é menos delicioso, quase um jardim botânico.


Do castelo até Arashiyama ainda é uma longa jornada, para quem se vinha habituando a ter os templos todos concentrados a uma curta distância. Esta zona de Kyoto é extremamente popular entre os turistas japoneses. A paisagem ajuda, tal como existirem aqui mais uma série de templos de topo. A montanha é muito cénica, principalmente no ponto em que o rio é atravessado pela ponte Togetsukyo, e permite diversas caminhadas. Nós dedicámo-nos a duas das suas atracções: o Tenryu-ji e a Floresta de Bambu, para além de temos gasto a saliva só de olhar para as incontáveis lojas de doces que por aqui pululam. Ao final da visita vingámo-nos com uma mega taça com quase toda a doçaria que merecíamos degustar.



A Floresta de Bambu é um daqueles cenários que se julga existirem só nos filmes. Mas é real e é uma delícia ver o bambu todo juntinho e tão alto. Pena que não possamos caminhar entre ele, antes mais parecendo que nos limitamos a assistir ao show da bancada.


A visita ao Tenryu-ji, da escola rinzai do budismo, permite-nos contemplar o seu lindíssimo jardim zen e as não menos lindas salas do seu edifício. Sentar no tatami e deixar-nos ficar ali a olhar, por entre as portas de correr, o verde e o lago é cumprir os preceitos do zen à nossa maneira.

Ao jantar tivemos a ida à nossa primeira izakaya. O balcão já estava cheio, calhou-nos então sentar no chão junto às mesas baixinhas. Toda uma outra experiência japonesa, a juntar à sempre surpreendente gastronomia.

Ao fim deste dia pudemos já concluir algo estranho para nós alfacinhas de gema: porquê esperar que o sinal fique verde para os peões quando se vê que a um km de distância não vem lá nenhum carro? Embora lá atravessar isso - as manas a subverter o costume da civilidade em Kyoto.