quinta-feira, outubro 27, 2011

Praias do Sul de Menorca

Cala en Bosch
Localizada a sudoeste da ilha, junto à urbanização com o mesmo nome, e bem próximo do cabo Artrutx. Muito procurada pelos turistas ingleses, o que faz com que na época alta tenha uma alta ocupação.


Playa de Son Xoringuer
Próxima da Cala en Bosch, é igualmente uma praia muito turística, pelo que normalmente o nível de ocupação é alto. O seu nome corresponde também ao da urbanização que a rodeia. Tem uma grande oferta de serviços. Apesar da elevada densidade de ocupação a areia branca e a água turquesa dão-lhe um encanto.



Son Saura
É uma das praias denominadas como virgens. Esta designação advém do facto de não ser urbanizada. Para lá chegar implica passar por propriedades privadas, pelo que o acesso é limitado à capacidade do parque de estacionamento, que rapidamente atinge a capacidade máxima. É a praia virgem mais espaçosa. Oferece amplos areais envolvidos por espessos pinheiros. Muito bonita.


Cala des Talaier
Fica entre Son Saura e Cala Turqueta e é uma pequena praia virgem. Uma verdadeira maravilha pelas suas águas turquesas e areias brancas e finas. Pode-se chegar caminhando um 1 km a partir da vizinha Son Saura ou de barco. Nós optamos por visitá-la desta forma. Encantadora aquela água que pensamos que só existe em paragens mais longínquas.


Cala Turqueta


Outra das praias virgem. Localiza-se a poente da Macarella. Uma das favoritas dos turistas que visitam a ilha. Com razão. Como as outras calas da zona apresenta areias finas e brancas e águas cálidas e cristalinas. O enquadramento é encantador. Não há como não visitá-la. Estivemos por lá duas vezes. Uma a desfrutar no areal e outra de barco.


Cala Macarella


Conjuntamente com a Macarelleta forma um dos conjuntos paisagísticos mais conhecidos e belos da ilha. A zona está numa área protegida por isso não há qualquer edificação nas imediações. Águas limpas e cristalinas, mar turquesa e areia branca fazem que o banho seja um momento inesquecível. A envolvente de pinhal ajuda a compor a beleza.


Cala de Macarelleta


É a praia que se situa ao lado da Macarella. Acede-se caminhando durante uns minutos a partir da Macarella. O percurso é muito bonito pois está envolto no pinhal e sempre com o mar azul turquesa a ladear. É mais pequena que a vizinha do lado.


Cala Galdana
Talvez a praia mais conhecida da ilha. Impossível não visitar. A sua localização excepcional tornou-a apetecível à febre urbanística dos anos 70 do século passado. Apesar disso, a forma ampla da praia, que corresponde a um semi-circulo praticamente perfeito, as altas falésias bordeadas com pinheiros, que a protegem dos ventos, são motivos suficientes para uma visita. As areias brancas e águas cristalinas são igualmente demasiado perfeitas. De barco, afastados da pressão urbanística e da alta ocupação, tudo ainda se torna mais perfeito.


Cala Mitjana
Entre a Cala Galdana e a Cala Trebaluger. Pode-se aceder a pé a partir da Cala Galdana, através do Cami dês Cavalls, ou de carro. Embora por esta via há que ter em conta que o parque de estacionamento, de capacidade limitada, rapidamente fica preenchido.É encantadora e relativamente espaçosa. Tal como a maioria das praias do sul tem areia branca e fina e água turquesa.


Cala Mitjaneta
Junto da cala Mitjana encontra-se esta pequena mas encantadora cala.


Trebalúger

Praia de grande tranquilidade e beleza. O acesso a pé é difícil, pois há que caminhar desde Cala Galdana, por o caminho costeiro, ou descer o barranco de Son Fideu, pelo que muita gente opta por visitá-la de barco. Foi o que fizemos. É de tamanho médio, tem areia branca e fina e está rodeada de pinheiros.



Cala Escorxada

Idílica Cala entre Trebalúger e Binigaus. Não tem acesso por estrada e o caminho para se chegar a pé é muito difícil. A melhor opção é ir de barco. Tal como em Trebalúger a tranquilidade reina.

Platja de Sant Tomàs

Fica junto a uma urbanização turística. Praia de areia fina mas num tom um pouco escuro. Já a água do mar mantém o tom bonito azul claro e límpido como é norma em Menorca. O areal é extenso mas estreito.



Platges de Son Bou

É a maior praia de Menorca, com cerca de 4 km. Foi aqui que nos instalamos. É uma praia, contrariamente à maioria, completamente aberta ao mar. Ainda assim no período estival as águas são tranquilas e cristalinas. A areia é fina e branca.



Platja Punta Prima

É uma praia ampla com um bom areal. Tem infra-estruturas de apoio, seja bares e restaurantes localizados juntos à praia. Está virada para uma encantadora ilhota com farol.


Cala d’ Alcalfar


É uma pequena enseada de areia abrigada. Tem um encanto especial, dado também pelas construções típicas que a rodeiam. O primeiro hotel de Menorca foi construído aqui.

quarta-feira, outubro 19, 2011

Praias do Norte de Menorca

Cala Morell
É uma praia encaixada nas falésias que a ladeiam. Pequena, com águas transparentes e tranquilas, muito graças ao braço rochoso que fecha a sua entrada. Tem várias plataformas de pedra com escadas que aumentam o espaço de estadia. Nos alcantilados que a envolvem encontra-se um conjunto de casas brancas que dão um encanto especial.

Cala d’ Algaiarens
Uma das nossas favoritas. É uma das calas com maior largura. Na verdade esta área, que faz parte de uma Área Natural de Especial Interesse e é também conhecida como La Vall, está dividida em duas zonas. Uma mais perto do parque de estacionamento, conhecida como Playa des Tancats, e uma mais distante, a Playa des Bot.

Playa des Tancats

Contrariamente à maioria das praias do norte, que têm uma areia mais grossa e escura, aqui a areia é branca, fina e ligeiramente dourada. É uma praia de águas cristalinas absolutamente paradisíaca, sobretudo a área mais à esquerda, Playa des Bot, que é marcada por um sossego quase absoluto, longe da azáfama turística de outras áreas da ilha.

Playa des Bot

Toda a área está rodeada de pinheiros e apresenta na parte traseira formações de dunas e um esboço de terras pantanosas.
No dia em que estivemos na praia o phalacrocorax aristotelis, uma espécie de corvo-marinho, fez uma aparição e com os seus dotes de óptimo nadador reuniu todas as atenções de quem lá estava.

Cala Pilar
É uma das praias virgens de mais difícil acesso. São cerca de 45 minutos a caminhar num terreno difícil. Optámos por a ver apenas de cima pois uma forte trovoada que se aproximava desincentivou o resto do percurso. Ainda assim percebemos que é uma praia selvagem e sem grande vegetação, ao contrário da maioria das praias de Menorca. Está incluída na zona de maior protecção marinha.


Cala Pregonda
É de uma grande beleza. Por isso uma das favoritas de muitos menorquinos mas também nossa.
As suas areias têm uma singular luminosidade dourada. Por outro lado as rochas em tons avermelhados contrastam com o azul forte da água.

A praia é ainda marcada pelas pequenas ilhotas que resguardam da ondulação, que por aqui é forte. Para chegar a Pregonda é necessário fazer uma caminhada de cerca de 30 minutos pelo cami de cavalls.


Cala Binimel.là
É a praia que, quando se vem do estacionamento, antecede a Cala Pregonda. Selvagem, tem os seus encantos mas, talvez injustamente, os olhos de quem passa estão sobretudo virados ansiosamente para a cala Pregonda. Exposta às fortes ondulações de norte, tem um sistema lagunar por trás da faixa de areia, onde se pode avistar uma fauna composta por diversos tipos de patos.


Playa de Cavallería
Próxima do cabo com o mesmo nome encontra-se esta praia muito pitoresca. Tem um enquadramento muito bonito. É ainda peculiar pela sua areia avermelhada e pelas propriedades que as suas areias argilosas têm sobre a pele.



Cala Torta
Situa-se a nascente da playa de Cavalleria. Com um areal reduzido, a opção é instalarmo-nos nas rochas. O possível desconforto é compensado pela beleza da Praia e pelas suas águas cristalinas. O contraste do azul destas com os tons vermelhos das rochas é uma delícia.



Arenal de Son Saura
É uma praia urbana pertencente ao núcleo turístico de Son Parc. É ampla e está aberta ao mar. A areia, fina e branca, encontra-se delimitada por vegetação baixa e por umas dunas de tamanho considerável que se estendem até ao interior, na direcção do pinhal.

Cala Pudent
Acede-se a partir de Arenal de Son Saura percorrendo um caminho durante 30 minutos. Por não ter acesso fácil e ser isolada é uma praia quase virgem. O facto de ser pequena assim como a sua configuração, que se assemelha a um braço que se liga à praia do lado, dá-lhe um encanto especial.



Arenal d’ en Castell
Reduto dos ingleses. Praia com um areal amplo mas igualmente com uma elevada ocupação. Tem uma configuração curiosa em formato de concha, que faz com que seja uma baía de águas tranquilas.


Cala Presili
Acede-se através de uma caminhada de 20 minutos a partir do farol Favàritx. Praticamente deserta. Sossego absoluto. Águas cristalinas e de pouca profundidade. Vistas amplas para a praia que a ladeia, Tortuga, e para o farol. Um sonho. Um paraíso terreno.



Playa des Grau
Situada a norte de Mahon. Está protegida numa ampla baia, cujas águas estáo quase sempre calma. O pequeno povoado de pescadores que ali se encontra converteu-se numa urbanização de 2ª residência dos menorquinos, que desfrutam de uma grande tranquilidade, diferente da azáfama das urbanizações turísticas.



Cala Mesquida
Praia frequentada pelos mahonenses, muitos dos quais tem aqui uma segunda residência. É uma cala larga e aberta, com um belíssimo enquadramento. Tem o atractivo de se puder comer uns maravilhosos gelados e granizados na carrinha que fica à entrada da praia.

quarta-feira, outubro 05, 2011

O Verão



Este pseudo Verão que nos impingiram este ano afinal veio atrasado.
Outubro na praia, a estender as férias, é ainda melhor do que um qualquer dia de Julho ou Agosto à beira mar.

quarta-feira, setembro 28, 2011

Instantes de Ciutadella

Porto



Ses Voltes



Plaça d' Afonso III


Carrer Maó


Plaça Nova

Instantes de Mahon

Vistas do porto



Costa de Ses Voltes



Igreja de Santa Maria





terça-feira, setembro 27, 2011

Menorca

Menorca é uma das ilhas - a segunda maior em área - do arquipelágo das Baleares e tem a particularidade de ser o território espanhol mais a leste. Esta característica orgulha os seus habitantes, sobretudo os de Es Castell, que se gabam de serem os primeiros em Espanha a verem o sol nascer.
A ilha é relativamente plana. O ponto mais alto, Monte Toro, localizado no centro da ilha, tem cerca de 350 metros.

Vista norte do Monte Toro

Geograficamente é fácil caracterizar a ilha.
É composta por duas cidades principais, uma em cada lado da ilha, ligadas pela estrada principal que atravessa a ilha de uma ponta à outra. Mahon, a nascente, e Ciutadella, a poente.
Ambas já foram capitais, Ciutadella até à ocupação britânica, em 1714, e Mahon desde então.
Ambas também têm como característica serem cidades costeiras com importantes portos naturais. O de Mahon é inclusivamente o segundo maior porto natural da Europa e possui uma localização estratégica extraordinária, no centro do mediterrâneo ocidental.
As duas cidades têm ainda um encanto próprio, muito pelas suas situações geográficas mas também pelas estruturas urbanas e arquitectura charmosa que apresentam.
Para além destas duas cidades, a ilha tem ainda um conjunto de cidades no interior da ilha. Destaca-se Alaior, berço do queijo menorquino, Ferreries, onde se localizam a maioria das fábricas de calçado, Es Mercadal, a capital gastronómica, Sant Lluís e Es Migjorn Gran, ainda com uma forte componente rural.
Por toda a ilha é ainda possível visitar vestígios arqueológicos da cultura talaiótica (sociedade da Idade do Ferro).


Mas o que caracteriza e mais deslumbra em Menorca é a paisagem natural, marcada pela extensa costa, ou não se tratasse de uma ilha.
Há duas realidades diferenciadas. A da costa sul, ponteada sobretudo por pequenas enseadas (calas) de areia branca e água azul transparente, e a da costa norte, mais selvagem e exposta às ondulações mas igualmente com água transparente e deslumbrante.
Apesar da ilha ser pequena, conhecer todos os cantos e recantos exige tempo. Mais do que se possa supor à partida. Porém vale a pena descobrir e desfrutar dos paraísos que esta ilha tem para oferecer.

domingo, setembro 04, 2011

Mouraria Chinesa

A Associação Renovar a Mouraria (http://www.renovaramouraria.pt/) tem estado a organizar uns passeios guiados à Mouraria Chinesa.
O ponto de encontro (com reserva antecipada obrigatória e limitada a pequenos grupos) é, como não podia deixar de ser, no Martim Moniz, junto à capela da Nossa Senhora da Saúde – ali mesmo em frente ao edifício caiado de branco da religião dominante em Portugal, com um mendigo à porta a quem uma velhinha que ia a entrar na igreja pede para lhe trocar umas moedas (sem que lhe dê esmola), e onde o bem lisboeta eléctrico amarelo passa incessantemente. Àquela hora da manhã ainda não leva muitos turistas. Mas cá fora, nas ruas, este grupo de 10 portuguesas (todas mulheres) aguarda enquanto ao seu redor vão passando chineses, africanos, indianos – ou talvez bangladeshes ou paquistaneses.
Esta será a zona mais multicultural de Lisboa e iniciativas como a desta Associação são bem-vindas para que possamos conhecer um pouco dos outros, daqueles que escolheram viver no nosso país, mas que na maior parte das vezes não vive connosco.
E, no que respeita aos chineses, como podiam, se vêm para cá para trabalhar, trabalhar e trabalhar?
Conhecida por ser uma comunidade fechada, esta visita guiada pretende desmistificar um pouco esta ideia e abrir-nos ambos, aproximando-nos.

O passeio começa no Centro Comercial da Mouraria, numa loja / bazar onde parece que se vende um pouco de tudo. A simpática empregada, que se esforça por ir perdendo a timidez à medida que responde às perguntas curiosas do nosso grupo, já saiu de Lisboa: foi a Tavira, a Óbidos, ao Gerês. Não é um caso típico. Mais típico será o seu agrado pela cidade que a recebe ter um clima ameno e, à noite, ser necessário um lençol para nos cobrirmos quando vamos dormir. Ficamos então a saber que tal é motivo de relevo, de encanto até. A maioria dos chineses em Portugal vem da província de Zhejiang, a sul de Xangai.



Saindo do centro comercial, mas mesmo aí perto, paramos depois num dos maiores e mais importantes supermercados chineses em Portugal, onde à entrada se vêem papelinhos com todo o tipo de informação, nomeadamente ofertas de emprego ou de casa – forma da comunidade comunicar entre si. A dona fala um português fluente e perfeito, o que não é muito comum.



Do outro lado da Praça fica o Centro Comercial Martim Moniz e a loja de um casal de antigos professores chineses onde podemos encontrar livros e artigos de decoração tipicamente chinesa, onde o vermelho predomina. Tivemos aqui direito a uma explicação acerca do funcionamento do ábaco que não há muito tempo vem sido substituído pela máquina de calcular.

Rua da Palma afora, metendo por um patiozinho onde está a ser construído um centro clínico para a comunidade, damos de caras com um cabeleireiro com um ar modernaço, mas ao mesmo tempo despojado. As fotos com modelos de penteados que se vêem em todos os cabeleireiros são aqui substituídas por modelos chineses. Mas os cortes da moda, certamente a imitar os ídolos do momento no outro lado do mundo, não são só para mostrar – a clientela, tanto chinesa como outra, faz questão de querer aqueles cortes prá frentex que se vêem nos cabelos fortes e espessos dos chineses.

Começando a subir a Av. Almirante Reis, na Rua dos Anjos fica a próxima paragem, o templo da Associação Taoista Portuguesa. Entre tentativas de ver as cores dos órgãos e das vísceras que navegam no nosso corpo, tentando levar um sorriso a cada uma delas, pernas cruzadas e olhos fechados, realizei que afinal há coisas piores do que ouvir rezar uma Avé-Maria inteira.



Adiante para a descoberta fantástica que se seguiu, providencialmente à hora do almoço. De volta à Rua da Palma, num 3.º andar de um prédio com uma varanda com uma vista soberba para algumas das colinas de Lisboa, com a Igreja da Graça e o Castelo em grande destaque, fica um daqueles restaurantes clandestinos (ou informal, talvez seja mais simpático a ele se referir, que bem merece) que se ouve falar que existem. Parece um apartamento normal, mas cada divisão tem uma mesa posta. A ementa é em chinês, mas a guia Joana atenciosamente levava um escrito com a descrição dos pratos em português.



Não precisava: podíamos comer de olhos fechados, estava tudo absolutamente saboroso e mais pratos viessem mais descobertas gastronómicas fantásticas teríamos. O preço é impublicável, de tão pornograficamente barato que é. Falta dizer que esta não é a comida chinesa que encontramos na maioria dos restaurantes chineses que por aí abundam; esta é a comida que os chineses desta região realmente comem, daí serem os próprios chineses a maioria de clientes deste restaurante.
Experiência a repetir, certamente.