domingo, abril 10, 2016

Primeiro dia em Goa - Pangim


A primeira imagem que se tem à chegada a Goa não é outra senão a de uma imensa vegetação que nos toma, envolve e afaga. O intenso calor, numa passagem do 8 ao 80, não distrai os nossos sentidos do verde que nos consome na viagem do aeroporto até Pangim. O cansaço e o sono da viagem desde Lisboa também não são suficientes para que nos deixemos acomodar no banco do táxi. A vegetação luxuriante não nos permite fechar os olhos. Assim como não o permite a condução do endiabrado motorista, sempre agarrado furiosamente à buzina com a mão esquerda, deixando a direita livre para as intrépidas manobras que muitas vezes levam o seu bólide para o lado dos veículos que vêm no sentido contrário. Credo (e até nós podemos ir benzendo à passagem das diversas igrejinhas pelo caminho). Não há muita escolha para além de olhar para as palmeiras, cajueiros e seus semelhantes. Escolha boa.

Pangim, Panjim, Panaji ou Nova Goa. Tudo nomes atribuídos à capital do Estado de Goa. Vamos optar por se lhe referir pelo nome português: Pangim. 

Escolhemos Pangim para nossa base nos cinco dias que por aqui passámos. Desde aqui chegamos a qualquer canto do estado em menos de duas horas. 
A mais nova capital de estado - Goa tornou-se estado pertencente à União Indiana em 1987 - é ao mesmo tempo a mais pequena e a mais calma, a menos indiana, enfim. Já Richard Burton, quando por aqui andou no século XIX, se referia às pessoas de andar preguiçoso, à Goa cheia de palmeiras e à monotonia das ruínas. Falou também da violência doméstica comum entre cristãos em Goa e dos gritos vindos do interior dos lares. Essa não confirmámos, mas ao contrário do inglês, só levávamos os primeiros preconceitos.

"Sossegad" é o termo oficial e plenamente acertado para descrever o ambiente goês. 

As ruas de Pangim até têm alguns passeios, vemos árvores com o propósito de fazer sombras, os parques e praças são harmoniosos, as casas são pitorescas, as gentes simpáticas. Esta foi a primeira cidade moderna da Índia, cortesia portuguesa. Antes, porém, este pequeno porto de pescadores não tinha grande significado, sendo antes o lugar simbólico onde os portugueses vinham dar graças na sua pequena igreja pela boa chegada da aventurosa viagem desde Lisboa. Apenas um ponto de passagem antes de seguirem para Goa. Até que Goa foi sendo progressivamente abandonada e se tornou a Velha Goa. Em 1759 o vice-rei mudou-se para Pangim e em 1834 esta foi reconhecida como Nova Goa e, mais tarde, em 1843, como capital do Estado Português da Índia.

Um passo de gigante na história, mais. Desde 2004 Goa tem sido palco do International Film Festival of India. Este evento e outras dinâmicas, sem esquecer as praias e, em especial, o ambiente descontraído que se vive por todo o estado, tem atraído muitos artistas e gente de todas as profissões e já não apenas os hippies que começaram a vir em bandos nos anos sessenta.

Caminhado pelas ruas pacatas de Pangim o charme e a atmosfera cool, sossegada para seguirmos os locais, é evidente e encanta. Para nós, portugueses, junta-se a emoção de estar tão longe do nosso país e ao mesmo tempo senti-lo quase que a cada canto. Não é nem saudosismo nem nacionalismo, é a óbvia realidade.






As Fontainhas e São Tomé, bairros de ruas estreitas e casas coloridas, são aqueles onde em Pangim encontramos a maior concentração de exemplos de moradias cuja arquitectura nos é familiar. As varandas e alpendres, sim, mas também as buganvílias, o brasão que por vezes se apresenta à entrada, o ferro utilizado como elemento decorativo, o oratório na fachada ou imagem de santos, não faltando sequer os cortinados de renda que se mostram à rua.



Sobretudo nas Fontainhas, que leva o nome pela fonte que aqui ainda existe, o edificado está melhor conservado e, para além de restaurantes e hotéis de charme, têm vindo a abrir galerias de arte.
A galeria Gitanjali é um excelente exemplo, e há que lembrar que aqui no bairro fica também a delegação local da Fundação Oriente e a sede da Fundação Charles Correa, um dos maiores arquitectos indianos e autor do projecto do edifício da sede da Fundação Champalimaud em Lisboa.




Um pouco por onde se vai caminhado a memória portuguesa vai se fazendo sentir. Deparamo-nos com azulejos. As ruas e as casas têm nomes portugueses, rua de Natal aqui, moradia da Silva Pereira ou vivenda Pacheco ali. Visualmente, a presença da língua portuguesa na sua vertente escrita é marcante e constantemente tropeçamos nela (Rua Povo Lisboa, Rua de Ourem, Casa Lusitana comércio geral, A Pastelaria, Godinho Liquors, Rui Ferreira Advocate, Consultório Médico Pinto). Como escreveu José Eduardo Agualusa no seu Um estranho em Goa, "se alguém lançar uma pedra, em qualquer lugar de Goa, é quase certo que vai acertar num porco, numa igreja ou num Sousa". (Nota: os nomes de família portugueses não significa que sejam descendentes de portugueses; o mais certo é que sejam indianos que adoptaram o cristianismo - voluntariamente ou não - e adoptaram nomes de católicos)


Mas a língua portuguesa não é falada por muitos. Longe disso. Em Goa apenas 1% da sua população fala português. O português sempre foi a língua da administração e das elites. Hoje poucos a falam, os filhos optaram por não a estudar e o ensino oficial também não a tem como opção. É o hindi e o inglês que levam a melhor. O concanim, a língua do estado de Goa, é a preferida das gentes. Ainda assim, não é difícil encontrar em Pangim e arredores quem fale tão bem como nós o português ou que arranhe pelo menos umas quantas palavras de ocasião. Alguns até fazem questão de meter conversa quando se apercebem que somos portuguesas e que connosco podem desenferrujar a língua que falavam quando crianças e jovens. 

Mais uma nota: logo desde as primeiras horas em Pangim fez-me uma confusão danada ver nomes como Fontainhas e Altinho, zonas incontornáveis da cidade, ou Botelho e Mascarenhas. Como é que os indianos se safam com tantos nh e lh? Perguntei. Para eles apenas há Fontainas e Altino, Botelo e Mascarenas. 


Altinho, que nome tão mimoso. Fica acima das Fontainhas, à distância de uma curta caminhada e não muito áspera subida. Passamos pela Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e decidimos que na volta a ela nos dedicaremos. A poucos metros da mais importante morada católica da capital goesa fica a mesquita e ainda a menos metros desta um templo hindu. Não insinuo que todos convivem em harmonia. Desconheço-o. Mas registo a comunhão territorial e a lembrança cívica no que respeita ao tratamento do lixo.


O Altinho é um género de Restelo, com casarões lugar de residência oficial de membros do governo e consulados. Também, aqui fica o Bishop Palace, o arcebispado em edifício imponente. Mas ao contrário de qualquer bairro lisboeta, para chegar ao Altinho passamos obrigatoriamente por um sem número de árvores de fruto - as bananas e as jacas estão ali à mão de semear e a época das mangas ainda está por vir. 






Vale mesmo muito a pena vir até ao Altinho, nem que seja provar um delicioso bolo no Café Bodega (pasteleiro indiano famoso mudou-se para cá e tem feito furor) depois de uma visita à exposição presente no Centro de Artes Sunaparanta e seu agradável palacete azul. No jardim não falta sequer um baloiço preso à arvore. Chegamos até ao Sunaparanta depois de subirmos uma escadaria fácil onde à sua beira vemos pequenos marcos de capelas, como se de uma Via Crucis se tratasse. O mais interessante é que estes marcos têm sempre à sua volta o colar de flores amarelas que se veem à entrada de qualquer templo hindu.




Descendo rumo ao centro de Pangim chegamos finalmente à Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição para a visitar. Perdemos a missa dada aos domingos de manhã em português, mas vemos iniciar os preparativos para a missa da tarde em concanim. Ficou a curiosidade: será que para a missa em português estava tanta gente como para a missa em concanim?




Esta igreja, a principal de Pangim e seu cartão postal, foi construída em 1619 sobre uma outra pré-existente. É alvíssima, rodeada por um intenso arvoredo tropical, e possui uns breves mas notáveis elementos decorativos num azul vivíssimo, tudo contrastes que dão ao lugar um ambiente especial. Cá de baixo, olhando para a escadaria que leva à igreja, o conjunto mais parece um bolo de noiva. Destaca-se o enorme sino, trazido da antiga Igreja e Mosteiro de Santo Agostinho, hoje ruína simbólica da Velha Goa. 


De noite pudemos vê-la iluminada de forma simples mas encantadora, enquanto víamos passar uma procissão da Semana Santa. Não fosse o seu enquadramento natural - palmeiras - e as santas de feições e cores não tão habituais para os olhos habituados à arte sacra feita em Portugal, dir-se-ia que estávamos em casa. Registaram o nome da igreja? Imaculada Conceição. Padroeira de Portugal. Cá e lá comemoração a 8 de Dezembro.


Descendo a igreja, com pouca demora iremos dar aos Jardins Municipais Garcia de Orta. O nome Garcia de Orta mantém-se, mas o busto de Vasco da Gama foi substituído logo depois da independência de Goa face a Portugal. Em seu lugar, no meio do jardim está agora o pilar de Ashoka, com os quatro leões representados, emblema nacional da Índia.


Continuando a caminhada por Pangim, rapidamente chegamos à beira do rio Mandovi. A pacatez da paisagem revela-se-nos, embora seja cortada aqui e ali pela azáfama dos barcos e pela presença dos casino flutuantes e de reclames gigantescos na outra margem. Preferimos valorizar mais uma vez a água e a vegetação.


O Instituto Menezes Braganza, antes Instituto Vasco da Gama, fica por aqui. Esta foi a primeira biblioteca pública da Ásia, criada em 1832. Este edifício longo de cor amarela foi palco de alguns movimentos independentistas e o nome Menezes Braganza é uma homenagem a Luís de Menezes Bragança, jornalista goês. A visita ao átrio do edifício é obrigatória: as paredes estão inteiramente decoradas com cenas dos Lusíadas em azulejo, como a partida de Vasco da Gama para a Índia, a passagem do Cabo da Boa Esperança e o encontro com o zamorim de Calicute. Camões esteve em Goa e aqui escreveu os Lusíadas e parte da sua restante obra. Há quem defenda que foi a sua vivência em Goa que o transformou de um poeta da corte para um dos mais originais.



Passámos rapidamente por Miramar, praia citadina a dez minutos do centro de Pangim, acertada para se observar o movimento e os costumes de veraneio locais, mas não para tomar banho (pessoas vestidas na areia à beira da praia é quase obrigatório). E seguimos para Dona Paula, um vilarejo piscatório a mais dez minutos de caminho, onde o fim de tarde nos concedeu o primeiro mega pôr do sol em Goa. Em todas as tardes aqui passadas, o sol a deixar o dia foi uma constante enorme; enorme em emoção, em explosão de cor e em tamanho do dito sol. 




Para terminar o longo dia de domingo que tinha começado ainda na manhã de sábado em Lisboa, concedemo-nos a primeira incursão pela cozinha goesa em Goa. O Viva Panjim foi o escolhido, nas Fontainhas, a poucos metros do nosso verde hotel La Maison. A um pacífico xacuti de frango juntámos um arriscado xec xec de caranguejo e um demolidor sarapatel. Tudo absolutamente saboroso e perfeito. Mas uma pergunta, cuja dúvida não conseguimos ver desfeita, permanece. Com este calor, como é que os indianos se atiram a esta comida ardente?

(ainda penso no sarapatel fantástico que não consegui terminar por motivos linguísticos, mesmo com o pão e a água como companheiros indispensáveis)

quinta-feira, abril 07, 2016

Goa

                                                            "Vimos buscar cristãos e especiarias."
                                                              
                                                           "O Senhor de Calecute disse: "Vasco da Gama, fidalgo da 
                                                            vossa casa, veio à minha terra, com o que eu folguei. Em 
                                                            minha terra há muita canela, e muito cravo, e gengibre, e 
                                                            pimentas e muitas pedras preciosas. E o que quero da tua é 
                                                            ouro, e prata, e coral e escarlata."

                                                            (Roteiro da Primeira Viagem de Vasco da Gama, atribuído a 
                                                            Álvaro Velho)



Tal como o Gama, viemos a ver e descobrir, mas como embaixadoras de nós, sem um grande rei como mandante e apoio. Viemos também em busca dos cristãos ainda presentes e de exemplos de especiarias para saborear, mais como forma de reforçar ideias pré-concebidas e para de volta o podermos relatar aos nossos. 

Uma das mãezinhas expressou o desejo de que a semana passasse depressa. Afinal de contas, Goa é Índia. Mas a Índia não é como Goa. Nisso reforçámos plenamente a ideia que levávamos.

Um enclave português durante mais de 450 anos, Goa é hoje o mais pequeno estado da União Indiana, tendo-se juntado aos amigos em 1987. É também o estado mais rico e com a vida mais confortável, descontraída e menos confusa da Índia, daí que muitos para lá queiram ir, não apenas turistas de férias em busca das suas praias, mas diversos indianos, sobretudo artistas.

Para nós, portugueses, a história de Goa começa com Vasco da Gama. 
Não foi aqui que o navegador aportou na sua primeira viagem à Índia, em 1498, após passar o Cabo da Boa Esperança. Na verdade chegou mais a sul, a Calicute, mas Afonso de Albuquerque decidiu, em Dezembro de 1510, tomar Goa aos muçulmanos do sultanato de Bijapur (na época Goa era um importante centro de importação de cavalos que depois seguiam para o Decão). 
O domínio português seguiu até ao mesmo Dezembro mas de 1961 - foram quase exactamente 451 anos até que a "borbulha feia no rosto da Índia" (como então Nehru designava Goa) se transformasse no "corte de uma mão" (como então Salazar caracterizava a perda de Goa).

Para quem gosta de história e literatura, crónicas de viagem em especial, poucos territórios e temas melhores do que Goa / Índia haverá. Começando no Roteiro da Primeira Viagem de Vasco da Gama, atribuído a Álvaro Velho, seguindo pelas Lendas da Índia, de Gaspar Correia (nome da minha escola preparatória, estando eu então longe de saber quem era o senhor; saberão hoje os seus alunos?), as Décadas de João de Barros, a História do Descobrimento e Conquista da Índia, de Lopes da Castanheda, os Colóquios dos Simples e Drogas e Coisas Medicinais da Índia, de Garcia de Orta, passando pelo Goa and the Blue Mountains, de Richard Burton, não terminamos nunca. Podemos acrescentar ainda os bem mais recentes Um Estranho em Goa, de José Eduardo Agualusa, e Era uma Vez em Goa, de Paulo Varela Gomes, para além do recente e interessantíssimo Entre Dois Impérios - Viajantes Britânicos em Goa (1800-1940), de Filipa Lowdes Vicente.

A expedição de Vasco da Gama à Índia foi preparada com todas as precauções. O objectivo da missão era mercantil e diplomático. Não estranha, assim, o seu carácter prospector e a vontade de conhecer e entender os produtos autóctones e estabelecer contactos com os donos das especiarias e outros ricos produtos do Oriente - o tal "ver e descobrir". Os cronistas da expansão trataram de registar e apontar os diferentes costumes e as suas obras eram parte da estratégia de afirmação do poder do reino de Portugal.

A viagem não foi, pois, um milagre. Mas a notícia caiu como uma bomba, em especial na República de Veneza, que considerou a viagem do Gama como a pior notícia que podia ter recebido. A audácia portuguesa era inequívoca, aliada a um trabalho árduo e curiosidade imensa. Nacionalismo? Nada disso. Apenas história. E esta ensina-nos que se Lisboa era então a capital do império no ocidente, Goa passou a ser a capital do império no oriente, com uma estrutura político administrativa e eclesiástica semelhante à da metrópole e um vice-rei como representante do rei de Portugal e muitos poderes no seu regaço.

A Goa dourada, a Roma do oriente, era a mais importante colónia portuguesa e um entreposto comercial próspero. A sua localização geográfica era estratégica, rodeada de rios e portos de abrigo (fácil de perceber ainda hoje de um qualquer ponto da paisagem actual goesa), dando segurança à nossa frota, e Goa possuía ainda uma excelente posição não apenas para o comércio marítimo no oriente, mas também para o comércio com a restante Índia.

A Goa que Afonso de Albuquerque e os portugueses em geral encontraram em 1510 era uma cidade organizada e com um comércio vibrante. Sendo considerada pela coroa portuguesa como a "chave de toda a Índia" e símbolo do poder, não espanta que a tenham desenvolvido ainda mais, numa parceria coroa - missionários que levou a que a cidade crescesse de tal forma que era considerada uma das maiores do mundo. Em população e em edificações de significado. Estas últimas, em especial igrejas, mantém-se ainda hoje em grande número, pese embora o progressivo abandono da Goa Velha.

Nos dias de hoje, o imaginário da Goa de outros tempos perdura na mente de alguns portugueses e também de alguns indianos. A sua cultura, nomeadamente arquitectura, música e gastronomia, são encontros entre o oriente e o ocidente, híbridos tornados especiais e por muitos objecto de admiração.

E daqui se lança esta pequena introdução para um descomprometido diário da nossa curta estadia em Goa, a relatar em próximos posts. Mas à pergunta, "encontramos ainda influência portuguesa em tão distante paragem?", sempre se pode ir adiantando um rotundo sim.

sábado, abril 02, 2016

Zaha Hadid

Dizer que admirava a arquitectura de Zaha Hadid é pouco. 

Talvez se recordar que numa viagem a Hong Kong planeei previamente uma escapada de um dia até Guangzhou, à distância de um visto de entrada na China e de duas horas de comboio, a admiração seja melhor classificada como fascínio.

Antes de Dezembro de 2012, apenas através de fotografias conhecia o trabalho da primeira mulher arquitecta a receber o Pritzker (em 2004), com excepção do Parque Aquático desenhado para os Jogos Olímpicos de Londres, mas mesmo esse, na altura que pude olhar para a sua fachada, estava muito modificado / adaptado para a ocasião do mega evento desportivo.

A visita à Ópera House de Guangzhou, edificio inaugurado em 2010 foi o meu primeiro verdadeiro encontro com a iraquiana tornada britânica. O seu trabalho nem sempre foi unânime entre os seus pares, que colocaram em causa a funcionalidade das suas obras, mas a espectacularidade das linhas que criou e que acreditou serem possíveis de executar e tornar realidade cativam os sentidos de muitos outros. Em Guangzhou as formas do seu edifico em concreto e vidro são fantásticas. Parece quase uma nave espacial, pronta a levantar voo.









Curiosamente, também de 2010 é o outro projecto de Zaha Hadid por mim visitado: o Maxxi, em Roma. As formas estrambólicas e futuristicas estão uma vez mais presentes. Curvas e mais curvas para nos encantarmos, jogos de pilares e de espelhos na cidade eterna oferecidos por uma arquitecta que não nos abandonará enquanto pudermos visitar as suas obras.