quinta-feira, junho 23, 2016

Aldeia das Dez em fotos

Eis um passeio fotográfico por Aldeia das Dez:

Depois de passarmos o casarão dos Hall, temos logo à nossa disposição o primeiro miradouro, aquele que nos mostra a Ponte das Três Entradas e o Rio Alva lá bem em baixo 



O casarão do vale fica logo a seguir

E o palacete da tia Amélia (será sempre da tia Amélia) fica lado a lado com a capela 

 A Capela de Nossa Senhora das Dores e os seus azulejos simples

A vista fabulosa para a Serra da Estrela do Hotel Rural Quinta da Geia

As casinhas em granito sempre alindadas

É hora de subir a Rua do Forno e olhar para a ruína da Casa da Obra (ou Solar Pina Ferraz)

Ou então, avançar até à praça principal e escolher entre a esquerda e mais um miradouro ou a direita e o pelourinho e a fonte

Parece que o marco e o telefone que usávamos para enviar cartas e telefonar à mãe é agora o maior postal da Aldeia

Subindo as escadinhas encontramos a já centenária Fonte do Marmeleiro, onde a avó ia buscar água com o cantâro (muito bem) equilibrado na sua cabeça 

"Bom para limpar os sapatos", diria a avó 

Chegamos ao adro, visitamos a igreja, ouvimos o sino, olhamos a Serra da Estrela e o Chão Sobral e descemos novamente

Olha a casa da velhinha Diná tão arranjadinha e cheia de florinhas 

Mais flores à janela

Fartas de olhar a Serra da Estrela, que tal olhar antes para a Serra do Açor?

terça-feira, junho 21, 2016

Aldeia das Dez, das Flores, dos Miradouros


A viagem de Lisboa a Aldeia das Dez nos anos 80 era ainda um tormento. A partir de Coimbra, curvas e mais curvas. A melhor companhia não eram os pais, era antes um saquinho para as consequências do enjoo. Nos anos 90 o Ip3 atenuou parte do sofrimento e hoje cada vez mais lanços de estradas novas se vão vendo na paisagem para tornar a viagem mais rápida e confortável. Todavia, das Vendas de Galizes até Aldeia das Dez as curvas continuam. E ainda bem que continuam, são património histórico elas próprias. 

Queixas de quem já não é do tempo do quase isolamento da Aldeia, do tempo em que não havia estradas e tudo era percorrido a pé.
Começando por aqui. 

Histórias de quem ligava a pé Aldeia das Dez a Santa Ovaia, a Avó, ao Chão Sobral e a tantas outras, sempre as ouvi e até vivi algumas. Nas nossas saudosas e saudáveis intermináveis férias de Verão, a avô e as netas tinham de ir na carreira até ao Vale de Maceira e, depois, desde aí até ao Chão Sobral a pé; para um mergulho no rio íamos a pé até à Ponte das Três Entradas, lancheiras e geleiras a tira colo (a mãe até hoje se lamenta sem saudade da pouca saúde que era o programa de férias de ir lavar os lençóis ao rio - de carro, valha ao menos).

Hoje, décadas volvidas e após 10 anos sem estar / ficar em Aldeia, as distâncias parecem coisa pouca. Afinal, as coisas têm a dimensão que lhe queremos ou sabemos dar.

Aldeia das Dez é sede de freguesia, no concelho de Olivera do Hospital, e tem pouco mais de 500 habitantes.
A sua história remonta com certeza ao período da ocupação romana na Península Ibérica. Talvez antes mesmo dos romanos aqui houvesse um povoado, ainda que escassamente habitado. Mas com os romanos, a estrada militar imperial Salamanca - Conimbriga obrigava à sua guarda e conservação, exigindo a presença de alguns indivíduos em permanência nestas terras. Ainda hoje, ligando a pé Avô a Aldeia das Dez podemos encontrar vestígios da calçada romana. E no princípio do século passado foram achadas algumas moedas romanas por aqui, o que torna inequívoca a ocupação romana, tendo estes destronado os lusitanos no século II a.C. Seguiram-se os bárbaros do norte, os muçulmanos e, por fim, os cristãos.

No início a aldeia não teria o nome de Aldeia das Dez. 
Mas há registo de que já em 1527 D. João III teria mandado proceder ao numeramento da população das Beiras e aí se mencionava o lugar de Aldeia das Dez (Aldeia das Dez tinha então 49 habitantes, Avô 59, Piodão 2, Soveral - hoje Chão Sobral - 8 e Vale de Maceira 5).

O nome será, talvez, a curiosidade maior desta aldeia, sendo rara a pessoa que não indague um forte "das Dez?" como reacção à sua designação.
Várias hipóteses existem; nenhuma certeza porém.
Uma hipótese de partida é que a palavra "aldeia" é um termo árabe composto do artigo al e do substantivo diâr - há muitos séculos que se chama Aldeia a toda a parte leste de Avô. 
Depois, podemos recorrer à lenda que nos diz que durante a Reconquista cristã dez mulheres terão encontrado um tesouro numa caverna situada na encosta do Monte do Colcurinho e terão repartido esse tesouro entre si e, num pacto entre elas, passaram as suas peças de geração em geração, até hoje (o segredo deve ter sido muito bem guardado e nenhuma das minhas ascendentes me legou nada ou então a minha geração não descende de nenhuma dessas dez senhoras).
Outro dos palpites é que a aldeia antiga se terá repartido pelos povoadores em dez courelas, conforme nos dizia Diamantino Antunes do Amaral, na Voz do Santuário, em 1969.

Certo é que para além de Aldeia das Dez encontramos tradicionalmente ao seu redor mais seis casais, como Avelar, Vale de Maceira, Goulinho, Chão Sobral, Colcorinho (o ponto mais alto da freguesia, a 1240 metros de altitude e com a capela de Nossa Senhora das Necessidades no seu topo) e Gramaça. Hoje também o Cimo da Ribeira ganhou individualidade.

Fora estes, em Aldeia há diversos lugares com nome próprio como o Secolinho, Cabo Lugar, Outeiro da Cruz, Soito Meirinho e muitos mais. 
Nomes é o que não falta por aqui e fico com uma imensa pena por já não saber chegar à Regada, à Retorta, ao Samaldo, à Moenda e ao Vale Pascoal, fora todas as Tapadas que ainda são nossas.


Nos dias de hoje Aldeia das Dez está com uma forte dinâmica, sobretudo à boleia de dois factores: a construção do boutique hotel Quinta da Geia, a qual começou em 1998, e a integração da aldeia no roteiro das Aldeias do Xisto, em 2011, apesar de aqui ser o granito o rei.


Estará ainda muito bem gerida, de que são exemplos as abundantes decorações florais - esta é também conhecida como "Aldeia das Flores" - e a reutilização do edifício desde sempre conhecido como Casa da Obra, antigo Solar Pina Ferraz, para eventos cénicos, musicais e outros.



As casas da Aldeia estão bem cuidadas no geral e vemos algumas bem antigas ainda de pé e recuperadas.


As fontes são várias e bem bonitas.


Existem duas capelas e uma igreja. A igreja matriz, devotada a São Bartolomeu, é um exemplo muito interessante quer no seu exterior quer no seu interior, com destaque para o belo trabalho artístico em madeira da tribuna lateral, realizado por artesãos e técnicas locais, e para o retábulo em talha dourada.


Aqui, em Aldeia, até o cemitério velho está arranjado e é bonito, já sem as campas que nos faziam inventar cenários.

Aldeia das Dez tem ainda outro epíteto, o de "Aldeia Miradouro". Eis porquê:

sábado, junho 18, 2016

A minha Aldeia das Dez


Aldeia das Dez é e será sempre a terra da minha avó. 
Desde sempre me habituei a ouvir falar do Rato, dos Caganeiras, do Galo, dos Catitas, do Zarolho. Tudo apodos, uns levados com ofensa, outros já parte assumida da personalidade das famílias. 
O Tóino Marques subia a rua para ir tocar o sino, a Maria do Bento descia a Tapada para regressar a casa e a avó Quitas lá vinha velhinha com o seu marido Augusto Belo. A peixeira parava em frente à nossa casa e apregoava "Mariazinha, ó menina Mariazinha, quer cá peixe?".
Ir lá baixo à Lurdes fazer recados significava ir comprar qualquer coisa ao mini-mercado; ir "lá lém" significava ir a casa das tias.
Aos domingos de manhã não podíamos sair de casa para brincar porque era a altura em que todos se dirigiam ao adro para a missa na igreja da Aldeia e nós morávamos no adro. Pior, sem contemplações a avó obrigava-nos a vestir os vestidos brancos de renda e folhos, mesmo que não saíssemos de casa, no estrito cumprimento das ordens da mãe. De tarde, mesmo com o calor no topo, lá a convencíamos a ir andar de bicicleta em consecutivas voltas à igreja, pedalando o mais rápido possível quando passávamos a porta do cemitério velho.
Daqui do adro deixávamos-nos estar a ver os foguetes disparados rumo ao céu durante as festas, não só em Aldeia mas em todas as terras vizinhas. E daqui do adro víamos aterrorizadas o fogo que demasiadas vezes consumia as terras da serra.
Muitos domingos à tarde íamos ainda ao campo de futebol e sentadas nas pedras da floresta, bancadas improvisadas, puxávamos e aplaudíamos os nossos "coxos" que tentavam jogar à bola no pelado lá em baixo.
Nas tapadas íamos buscar o material que nos permitia fazer os arcos e as flechas e as penas dos índios. Todos queríamos ser índios, nenhum cowboy.
Mas uma das maiores lembranças que trago de Aldeia das Dez está lá ainda para ser apreciada e sentida por qualquer um de nós, local ou forasteiro, visitante de sempre ou de primeira viagem: as badaladas saídas do sino a chamar para a missa, as badaladas saídas do sino a dar conta de que alguém morreu. Pura melodia.
Voltando ao início, se a minha família tem apodo, não o sei. A mim ainda hoje basta dizer que sou da Mariazinhha e antes que acrescente ... do adro, já todos sabem de quem estou a falar. Pode uma senhora de 97 anos ainda carregar o cognome de Mariazinha? Pode. Bem vindo a Aldeia das Dez.

quinta-feira, junho 09, 2016

Filmes Indianos


Como escreve Suketu Mehta, no seu Maximum City, para os indianos, ir ao cinema é um projecto para toda a família.

Na Índia o cinema é entretenimento, sim, mas é também um momento para se estar com a família, com os amigos, com a comunidade até. À falta de ter vivido esta experiência de forma directa, é fácil a qualquer um de nós ver amiúde os filmes indianos a retratarem o cinema como um momento em que a aldeia se junta, o mais certo ao ar livre, em volta de um qualquer écran. É, pois, uma arte para o povo em geral. E reúnem-se para assistir não são só a um filme de Bollywood, mas a qualquer outro dos muitos cinemas regionais que pululam pela Índia - mais uma marca da sua imensa diversidade. 
Ou seja, o cinema da Índia não é só Bollywood, mas é esta indústria que mais fama dá ao sub-continente. Aqui são produzidos mais de 1000 filmes todos os anos, a eles acrescendo as várias indústrias locais, representando os filmes estrangeiros menos de 10% daqueles que são apresentados em sala. Bollywood diz respeito aos filmes falados em hindi, apesar de muitos dos seus actores serem acusados de falar mal esta língua. Independentemente disso, eles são verdadeiras estrelas e a sua popularidade atesta-se pelos inúmeros reclames que usam a sua imagem. 



Em geral, a forma de ver cinema na Índia não é muito diferente da do Ocidente - as míticas salas de cinema têm vindo a dar lugar a outras mais modernas, normalmente em espaços comerciais. Em Mumbai, no entanto, restam ainda alguns desses outros cinemas, como o Regal e o Eros, a fazer jus à colecção de edifícios em art deco de que a cidade é portadora.

Em seguida indicarei alguns filmes indianos a que assisti e que considero que por uma razão ou por outra valem a pena serem vistos. 

O primeiro deles não é uma obra prima, não é o maior sucesso, é uma quase grande banhada, mas serve na perfeição para representar o que é a paixão do cinema nos tempos de hoje não só na Índia, mas também no vizinho Paquistão. O nome deste filme não podia ser mais certeiro: Filmistaan (2012).


Dos filmes que retratam a Bombaim de ontem podemos começar por um murro no estômago e assistir a Salaam Bombay! (1988) e depois seguir com várias histórias dentro de um mesmo filme na Mumbai mais moderna quer com o Dhobi Ghat (2010) quer com o Live in a... Metro (2007). Pelo meio, A Wednesday (2008), um thriller também rodado na cidade, e A Lancheira (2013), relação por carta entre cozinheira anónima e senhor trabalhador a quem é distribuído o seu almoço diário - uma imagem de marca de Mumbai.


Um clássico de qualidade é o Bombay (1995), o qual retrata as tensões religiosas na cidade dessa época. Destaque total para a lindíssima banda sonora do filme, em especial a preciosa "Kehna Hi Kya". 
Para tensões religiosas noutra latitude, em Delhi, Amu (2005) é também um bom filme.


Mr and Mrs Iyer (2002) é um belo filme e imperdível pelo que mostra da relação entre mulheres e homens, ela hindu, ele muçulmano.


Filmes históricos também os há: Jodhaa Akbar (2008), retrato do imperador mogol Akbar, e Lagaan (2001), sobre como o cricket pode aproximar e afastar colonizador e colonizado.


Alguns filmes bem populares, mas sensíveis a espaços como o Taare Zameen Par (2007), acerca do encontro entre um miúdo diferente e um professor também ele diferente, e 3 Idiots (2009), um nome de filme absolutamente parvo mas que não deve servir para afugentar os espectadores. Ainda, Ghajini (2008), um thriller de muita qualidade, e Zindagi Na Milegi Dobara (2011), banhada de uns amigos que partem de viagem para Espanha - e o filme foi mesmo realizado em Espanha e o seu sucesso levou a que montanhas de indianos quisessem seguir os passos dos seus heróis.


Nesta lista não podem faltar as xaropadas com Shahrukh Khan, aqueles filmes indianos intermináveis, em que a história é quase sempre a mesma, o amor (quase) impossível entre um rapaz e uma rapariga, um pobre e um rico, à vez, com muitos interlúdios feitos de música e dança. Dois exemplos deste Bollywood puro: a versão mais recente de Devdas (2002) e o sempre citado Dilwale dulhania le jayenge (1995) - ainda hoje em cena em pelo menos um cinema de Mumbai, vinte anos depois. Deste último, para além do xarope que não fez efeito e me levou a querer assistir a mais e mais filmes indianos, retenho a sua bela canção "Tujhe Dekha To".


Do cinema indiano clássico, é incontornável para um europeu citar Satyajit Ray, nomeadamente Pather Panchali (1955) e Charulata (1964), o grande cineasta bengali, talvez mais aclamado e amado no ocidente do que propriamente na generalidade do seu país. 
E, depois, Mother India (1957), de Mehboob Khan, o épico que retrata a dura vida da mulher indiana.


Por fim, alguns filmes realizados por não indianos ou indianos radicados fora da Índia. 
Destaque para Slumdog millionaire (ganhou o Oscar em 2008).
Deleitar-se com a ironia de Wes Anderson em The Darjeeling Limited (2007).
Fazer de conta que se acredita que ainda há tipos bons e ingénuos como Amal (2007).


quinta-feira, junho 02, 2016

Lamego

Antes de corrermos pelo Douro passámos por Lamego e depois da corrida voltámos para visitar a Virgem do alto do monte de Santo Estevão.



O Santuário de Nossa Senhora dos Remédios é provavelmente o mais conhecido cartão postal de Lamego. Bem pitoresco e sempre rodeado por um intenso arvoredo, o Santuário ergue-se no alto, a cerca de 600 metros de altitude, e espraia-se em patamares numa escadaria monumental até à cidade. O cenário é cativante e não é preciso ser-se crente para se deixar tocar pelo lugar. 
Em 1361 começou por ser aqui construída uma capela dedicada precisamente a Santo Estevão. Mais tarde, no século XVI a devoção a Santo Estevão foi sendo progressivamente transferida para uma devoção à Virgem, e a busca de cura para as doenças por parte dos crentes transformou-se em culto à Nossa Senhora dos Remédios. O Santuário que hoje podemos apreciar foi começado a construir em 1750, mas apenas em 1905 viu a sua conclusão.



A fachada da igreja é bem apelativa, em estilo barroco e rococó, com uma torre sineira de cada lado. Mas é a escadaria a sua imagem de marca. Monumental, mesmo. São 686 degraus, em nove patamares onde vamos vendo desfilar capelas, estátuas e fontes.
Já cá em baixo, no Rossio de Lamego, numa praça muitíssimo bem arranjada e aprazível, as fontes continuam, desta vez dedicadas às quatro estações do ano.
Aqui perto fica um edifício que rompe com a restante Lamego histórica - o interessante Centro Multiusos, do qual só vimos o seu exterior.


Lamego é antiga, pré-romana até. Pela cidade passaram os romanos, os visigodos e os mouros, até que em 1057 foi reconquistada a estes pelos cristãos. Crê-se que foi em Lamego que decorreram as Cortes de Lamego que aclamaram D. Afonso Henriques como Rei de Portugal.
A cidade estava bem localizada e nas rotas dos mercadores que vinham de Castela e de Granada para comercializar sobretudo especiarias e tecidos orientais. Estava ainda na rota da romagem a Compostela. No entanto, a perda de Granada por parte dos mouros e a descoberta do caminho marítimo para a Índia fizeram com que Lamego deixasse de estar a caminho de qualquer coisa e o comércio e a economia da cidade saíram dai prejudicados.
Mas os séculos XVII e XVIII trouxeram consigo o comércio do vinho do Douro e o Marquês de Pombal deu uma ajuda com a criação da Região Demarcada do Douro. A cidade viu, então, serem aqui construídos diversos solares e casas brasonadas, o que ainda hoje é possível constatar. 


Ao longo dos anos Lamego foi rivalizando com Viseu pelo lugar de sede de distrito, sem sucesso no entanto. Mas é até hoje sede da diocese de Lamego, a única que não corresponde a uma capital de distrito. Não estranha, pois, que um dos seus grandes monumentos seja a Sé Catedral. 



Fundada em 1129, foi sofrendo ao longo dos séculos diversas alterações. É uma catedral gótica, mas encontramos aqui também elementos renascentistas, nomeadamente nos seus claustros. A torre da Sé é imponente e dura. O interior é rico e bonito, com elementos do barroco.



O relativamente pequeno e recolhido adro da igreja tem a acompanhá-la umas casinhas bem pitorescas. À volta da Sé o traçado das ruas da cidade é claramente medieval e encontramos edifícios bem conservados.




Perto da Sé fica a Praça Luís de Camões e a zona mais monumental de Lamego - com os edifícios do antigo Paço Episcopal (hoje Museu Regional) e do Hospital da Misericórdia (hoje Cine-Teatro Ribeiro Conceição).

Omnipresente é o castelo, guardião mor da cidade. 

Curioso verificar quantos e tantos turistas descem dos autocarros das viagens organizadas para visitar Lamego. É o vinho e o santuário a chamar, certamente, mas o centro desta pequena cidade bem cuidada merece a curta e agradável caminhada, pelo menos desde a Nossa Senhora dos Remédios ao Paço Episcopal.